| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Pipridae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Piprinae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | M. manacus |
A rendeira é uma ave passeriforme da família dos Pipridae. Também é conhecida pelos nomes populares de atangara-tinga, barbudinho, bilreira, cabeça-de-prata, corrupião, maria-rendeira, monge, mongo, mono, quebra-nozes, rendeira-branca, rendeiro, tangaratinga uirapuru e tangarazinho (Santa Catarina).
Seu nome científico significa: do (holandês) manakin, manneken = pequena coisa linda; nome utilizado no Suriname para o tangará. ⇒ Pequeno pássaro lindo.
Mede 10-11 cm. Apresenta dimorfismo sexual. O macho é preto e branco com pernas cor de abóbora; a fêmea é verde com pernas amarelas.
Possui quinze subespécies:
Manacus manacus manacus (Linnaeus, 1766) - ocorre no Sul da Venezuela, Guianas e Norte do Brasil.
Manacus manacus abditivus (Bangs, 1899) - ocorre em Santa Marta, e na parte baixa do vale de Cauca e na porção mediana do vale de Magdalena.
Manacus manacus flaveolus (Cassin, 1852) - ocorre no Norte da Colômbia e na parte superior do vale de Magdalena.
Manacus manacus bangsi (Chapman, 1914) - ocorre no Sudoeste da Colômbia e no extremo Noroeste do Equador.
Manacus manacus interior (Chapman, 1914) - ocorre na Colômbia a leste do Andes até o Equador, no Norte do Peru e no Noroeste do Brasil.
Manacus manacus trinitatis (Hartert, 1912) - ocorre na ilha de Trinidad no Caribe.
Manacus manacus umbrosus (Friedmann, 1944) - ocorre no Sul da Venezuela.
Manacus manacus leucochlamys (Chapman, 1914) - ocorre no Noroeste do Equador (Esmeraldas, Manabí e Guayas).
Manacus manacus maximus (Chapman, 1924) - ocorre no Sudoeste do Equador.
Manacus manacus expectatus (Gyldenstolpe, 1941) - ocorre no Nordeste do Peru (Loreto) e em regiões adjascentes no Oeste do Brasil.
Manacus manacus longibarbatus (Zimmer, 1936) - ocorre na porção baixa da Amazônia Brasileira (Rio Xingu até o Rio. Tocantins).
Manacus manacus purissimus (Todd, 1928) - ocorre no Leste do Brasil (Rio Tocantins até o Sudeste do Pará e Norte do Maranhão).
Manacus manacus gutturosus (Desmarest, 1806) - ocorre na região que vai do estado de Alagoas, Sudeste do Brasil até o Paraguai e no Nordeste da Argentina.
Manacus manacus purus (Bangs, 1899) - ocorre no Norte do Brasil (Rio Madeira até o Rio Tapajós e Sudoeste do Pará).
Manacus manacus subpurus (Cherrie & Reichenberger, 1923) - ocorre no Centro-oeste e Sul da Amazônia Brasileira (Sudeste do Amazonas, Rondônia e Noroeste do estado de Mato Grosso).
Durante a dança pré-nupcial, os machos exibem-se paras as fêmeas estufando as penas da garganta fazendo parecer uma barba. Eles também se exibem em voos rápidos para frente e para trás, fazendo estalos semelhantes àqueles produzidos na confecção das rendas de bilro, o que lhe valeu o nome popular rendeira. Estes estalos são produzidos pelo bater das asas nas costas/flancos da ave.
É localmente comum no estrato inferior e nas bordas de florestas, capoeiras, campinas arbustivas e restingas.
Presente na maior parte da Amazônia brasileira e ao leste segue de Pernambuco até Santa Catarina. Encontrada também nos demais países amazônicos, algumas ilhas do caribe e no Paraguai e Argentina.